A Acupunctura é aceite por inúmeros países, estando incluída numa das 6 terapêuticas não convencionais aprovadas pela Lei 45/2003 do Governo Português, e subscrita pela OMS – Organização Mundial de Saúde.
A acupunctura goza, na actualidade, de uma renovada popularidade enquanto forma altamente sofisticada e eficaz de tratamento alternativo.
A acupunctura como tratamento holístico parece ter existido muito antes de alguém se ter lembrado de a registar. Agulhas de pedra para acupunctura datando do período neolítico (2.500 a.C.) foram descobertas em túmulos da Mongólia Interior.
Na China, a acupunctura tem desempenhado um papel importante nos cuidados primários de saúde nos últimos 5000 anos. A sua utilização vai desde a prevenção e tratamento de doenças ao alívio da dor e até como anestesia para cirurgia.
A acupunctura tornou-se muito popular em anos recentes entre técnicos de saúde convencionais do Ocidente, que a utilizam para tratar sintomas de doenças como qualquer outro elemento da medicina ocidental. Contudo, está comprovado que funciona melhor quando utilizada no contexto da tradição chinesa em que está inserida, daí que o curso aqui proposto complemente a acupunctura com a moxabustão e a fitoterapia chinesa.
A moxabustão, por seu turno é uma técnica complementar e auxiliar da acupunctura que consiste na aplicação de uma planta em combustão em muitos dos pontos de acupunctura, com o objectivo de estimular a circulação de energia (Chi) ou para reforçar o tratamento com as agulhas.
A fitoterapia chinesa é igualmente uma técnica complementar e auxiliar da acupunctura e constitui um valioso recurso terapêutico para o profissional acupunctor, potenciando o tratamento com as agulhas.
São inúmeros os estudos que suportam a evidência do benefício da acupunctura quer para o tratamento de patologias declaradas, quer para a prevenção e manutenção da saúde do indivíduo.
A acupunctura é uma das terapêuticas não convencionais mais utilizadas no mundo inteiro e goza actualmente de melhor aceitação pela comunidade científica que começa a compreender as suas potencialidades, sendo cada vez mais procurada no nosso país, pelo que formar técnicos qualificados para a sua prática, é uma necessidade concreta e objectiva. |