Aromaterapia

FUNDAMENTAÇÃO  //-->

O nome “Aromaterapia” surgiu na passagem do séc. XIX para o séc. XX, quando o químico francês René Maurice Gattefossé usou o termo pela primeira vez. Na concepção deste proeminente químico, a aromaterapia significava o que diz a própria palavra – uma terapia através das propriedades aromáticas dos óleos essenciais. Sendo que estes não são mais do que um óleo aromático extraído principalmente pela destilação de folhas, flores e cascas, as propriedades terapêuticas físicas e psíquicas resultam dos princípios activos existentes nesses óleos voláteis.

A designação do termo aromaterapia pode ter surgido com Gattefossé, mas o conceito já existia há séculos fazendo parte da medicina ayurvédica (medicina indiana) – um sistema holístico de tratamento que usa a terapia herbária para curar, considerando porém, essencial à manutenção da boa saúde, uma conduta correcta de hábitos de vida.

A aromaterapia deve ser analisada dum ponto de vista holístico, ou seja, de uma forma global e integradora, aliás, visão holística esta, que está hoje a assumir-se cada vez mais como o novo paradigma na forma como a medicina deve ver o homem – como um todo – o homem não é só um “pulmão” ou um “coração”.

A aromaterapia é largamente utilizada e bem aceite no mundo inteiro, o seu uso pode ser variado, como por exemplo:

Medicinal: em França, país europeu com mais tradição em aromaterapia, a aplicação da Aromaterapia faz-se através de supositórios, ingestão de óleos essenciais em gotas, cápsulas de gel, etc. Na Alemanha em 1978, o Ministério da Tutela da Saúde (Bundesgesundheitsam) criou uma comissão para avaliar a segurança e eficácia de 1400 remédios oriundos de 600 a 700 diferentes espécies de plantas medicinais, sendo que a grande maioria de plantas usadas em aromaterapia foram incluídas neste estudo.Terapêutico: na Inglaterra, a aromaterapia é usada como terapia alternativa ou complementar às outras terapias: o cromoterapeuta, o musicoterapeuta e outros profissionais de terapias ocupacionais ou outras adoptam técnicas de aromaterapia. As possibilidades oferecidas pelos óleos essenciais em terapêutica são vastíssimas, sendo contudo de realçar as características antisépticas que todos eles apresentam em elevada percentagem. O uso mais divulgado da aromaterapia tem sido nas massagens com os óleos essenciais, pela sua facilidade de aplicação em conjunto com os benefícios obtidos. Contudo, a sua aplicação não se restringe à massagem, sendo, pelo contrário, um poderoso meio terapêutico, utilizado nas mais variadas formas. Alguns hospitais ingleses, como o Royal Sussex County Hospital em Brighton, tem utilizado a aromaterapia para diminuir a tensão dos seus pacientes.

Cosmético: Existem cada vez mais produtos de aromaterapia usados em tratamento de pele e beleza. Em unidades hoteleiras, spas, centros de massagem, health clubs, etc., usa-se a aromaterapia em larga escala com a finalidades várias, entre elas a hidratação da pele, higienização, limpeza, redução do stress, retardamento do envelhecimento, bem como em massagens para reduzir dores reumáticas e musculares.

Psicológico: Existem inúmeros estudos, realizados maioritariamente em universidades norte-americanas que exploram os efeitos positivos dos óleos essenciais sobre a mente e as emoções.

Espiritual: Sob a influência indiana, através da medicina ayurvédica, a aromaterapia assume-se como um instrumento holístico por excelência, o que lhe permite influir no corpo, mente e espírito do homem assim tido como um todo.

A aceitação da aromaterapia nos vários quadrantes atrás descritos, aliada á constatação de que são cada vez mais os locais onde a mesma pode ser aplicada profissionalmente, permitem-nos afirmar que existe um interessante mercado para estes profissionais, pelo que formar técnicos em aromaterapia é altamente pertinente e necessário para que a esta procura crescente corresponda uma oferta de qualidade.


 

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